Está nascendo um sonho, a esperança se renova...
sábado, 29 de setembro de 2012
Dia do Arcanjo Micael
"Todos os homens estão interligados numa teia sem escape de mutualidade.
Entrelaçados num único tecido do destino.
...
O que quer que afete alguém diretamente, afeta a todos indiretamente.
Não posso nunca ser o que poderia ser, até você ser o que poderia ser.
E você não pode nunca ser o que poderia ser, até que eu seja o que devo ser."
Texto: Martin Luther King
Ilustração: Guilherme Fonseca
Não posso nunca ser o que poderia ser, até você ser o que poderia ser.
E você não pode nunca ser o que poderia ser, até que eu seja o que devo ser."
Texto: Martin Luther King
Ilustração: Guilherme Fonseca
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Rubicão.
Aos 9 ou 10 anos de idade inicia-se uma época onde a consciência da criança amplia-se, ela sai daquele mundo seguro, onde a confiança no adulto é plena e irrestrita e começa a perceber que todos têm falhas. O mundo perfeito não existe, acabou-se o mundo paradisíaco. Surge a dura realidade. É um momento de grande dor, comparado à expulsão do Paraíso. Um forte sentimento de solidão surge na alma humana. As crianças passam por um momento que na antroposofia dá-se o nome de Rubicão. O caminho sem volta, a inexorável roda do tempo girou e deve-se ir para frente, não há como retornar à infância.
Este é um momento de crise onde as crianças se recolhem um pouco. Ficam arredias, irritadiças. Acaba a fase da fantasia ilimitada. A vida emocional passa por uma metamorfose profunda. O sentir agora é objetivado, algo parecido ao que já havia ocorrido à criança aos 7 anos de idade quando isto ocorreu com o pensar.
Surge o medo do escuro, de ter alguém escondido no quarto, ou embaixo da cama. Começa a tentar livrar-se do medo com evocações mágicas: nada poderá lhe ocorrer se ela passar pelo quarto pisando somente nos ladrilhos brancos, ou qualquer outra parecida com esta.
A crítica surge contundente até mesmo para aqueles que até aquele momento tinham sido venerados, seu agudo senso de observação faz com que ela perceba as incoerências cometidas pelos adultos.
A relação com a morte ganha enorme dimensão, sendo vivenciada como um problema, a criança chega a pensar na morte das pessoas a sua volta e em alguns casos até em sua própria morte. Ela sente na verdade que algo morreu dentro dela, seja sua ingenuidade para o mundo, seja a infância que começa a se afastar. Algo morreu. Algo acabou.
A polaridade EU X MUNDO é pela primeira vez vivenciada com surpreendente força.
Pedagogicamente o olhar da criança deveria ser levado à natureza: os animais, as plantas, as pedras, ganham agora importância crescente. A veneração da criança que antes se bastava com seres humanos normais, agora só vai bastar com as ações sobrenaturais que advêm das histórias mitológicas, dos grandes feitos.
Depois desta grande crise a criança vai passar por um momento de calmaria, para lá pelos doze anos sofrer novas transformações. Cresce a diferença entre meninos e meninas que pela fase de maturação sexual mudam de corpo. As meninas sempre a frente dos meninos, ficam exuberantes. Porém muito de sua energia vital é gasta neste crescimento, trazendo uma certa indolência e até uma certa tendência a anemia.O menino por sua vez tem sua força vital potencializada,ele necessita de atividades programadas onde o físico é ativado para que ele possa colocar sua energia excedente para fora.
http://www.jperegrino.com.br/artigos/132-avidaeseusmilagres.html
http://www.jperegrino.com.br/artigos/132-avidaeseusmilagres.html
Terceiro setênio.
No terceiro setênio (14 a 21 anos), o jovem entra numa relação
totalmente nova com o mundo. Liberam-se as energias anímicas, ou seja, elas
tornam-se independentes. No entanto, a trajetória de desenvolvimento do anímico
constitui a base da vida emotiva pessoal, em que a vida se torna assunto próprio
e interrogação individual sobre tudo que existe.
Uma vez liberadas as forças anímicas, desperta o pleno
desenvolvimento das forças do pensar lógico, analítico e sintético. É nesse
pensar e no discernir que o jovem vai buscar respostas às perguntas existenciais
que surgem. É típico, nessa fase, o caráter enciclopédico, o entusiasmo pelo
conhecimento e pela compreensão de fatos, a realização de experiências com
perseverança e tenacidade. A esperança e o fracasso são os pólos entre os quais
a vida passa a se desenrolar.
A solidão é uma intensa vivência da puberdade e é a partir dela
que o jovem procura o caminho que o conduz ao próximo e a sua própria
identidade. Surge daí o desejo de experienciar algo junto aos outros e sentir-se
protegido pelo grupo de amigos. Ele anseia por novos pontos de apoio e quer
reconhecer o mais velho como um guia numa atmosfera amistosa, pois autoridade
para ele, agora, é um insulto a sua personalidade.
Pode-se considerar a puberdade como um acontecimento dramático
e grandioso na vida juvenil. O amadurecimento sexual, embora seja um grande
drama real, não é o mais importante, pois há outros tantos com os quais o jovem
tem que lidar.
Paralelamente, ao despertar para a realidade da sexualidade, há
o despertar para a realidade da Terra. Surge então a capacidade de amar
profundamente, não apenas o sexo oposto, mas a humanidade como um todo. Esse é o
momento em que se desenvolve no jovem um vigoroso idealismo, a busca pela
verdade, a vontade de mudar o mundo e torná-lo mais fraterno. Sentindo-se
co-responsável pela futura estrutura social, despertam-se-lhe os impulsos de
luta, realização e atuação. Assim, o jovem prepara-se para, através de uma
profissão, atuar na vida social, onde acredita ser possível realizar os ideais
formados na juventude.
Segundo setênio.
No segundo setênio (de 7 a 14 anos), a criança passa a ter
todas as suas forças dirigidas ao seu desenvolvimento anímico. Emancipando-se da
vida puramente corporal, as energias infantis reaparecem metamorfoseadas em boa
memória, imaginação, prazer em repetições rítmicas e freqüentemente em desejo de
conhecer imagens de caráter universal capazes de estimular a fantasia.
O pensamento da criança dessa fase é nascido mais das energias
do coração do que da cabeça; é um sentimento que pensa. Este pensar é, portanto,
ainda muito diferente do pensar analítico e especulativo do adulto.
A grande força para aprender, nesse momento, é a capacidade de
vivenciar imagens interiores intensamente. Essas imagens falam ao mundo dos
sentimentos das crianças e é por intermédio delas que a criança se liga aos
conteúdos apresentados.
Por volta dos nove anos, no entanto, a criança vivencia uma
distância entre ela e os adultos, entre ela e o mundo e isto lhe causa
insegurança. Começa então, inconscientemente, a questionar a autoridade a que
antes se entregou e busca justificar sua admiração e veneração para readquirir
segurança.
Por volta dos dez / doze anos, o corpo da criança começa a
perder as características da infância: predomina o crescimento dos membros e o
desenvolvimento do sistema muscular se torna mais importante. Inicia-se, aí, o
período em que ela inclina-se à crítica e surge uma nova capacidade de
raciocinar. Só agora, por volta de doze anos, a criança é capaz de compreender
as relações causa-efeito, ou seja, entende e busca legitimamente as leis que
regem os fenômenos. Ainda nesse período, toma suas próprias vivências como
referência para compreensão deles; só mais tarde terá a capacidade de olhá-los
de forma isolada, ou seja, do ponto de vista exclusivamente intelectual. Nas
relações sociais, as crianças dessa fase tendem a ser camaradas e justas com os
colegas, levados por sentimentos morais e honradez. Tudo nessa fase, inclusive
as travessuras, têm seu encanto.
No final desse setênio, entre doze e catorze anos, começa o
complexo de sintomas da puberdade. Os processos de transformação dentro do corpo
do púbere perturbam a harmonia de sua vida anímica. Surge o desequilíbrio e
antipatia aos valores tradicionais até então aceitos. A reflexão intensa sobre
tudo o que até agora estava estabelecido causa uma grande inatividade - "
preguiça"; por outro lado, todos os processos corpóreos exigem muita atividade
física.
Primeiro setênio.
No primeiro setênio (0-7anos), a criança emprega todas as suas
energias para o desenvolvimento de seu físico. Ela manifesta toda sua volição
através de intensa atividade corporal.
Essa atividade, que atua na formação do físico do homem, se
metamorfoseia na maior ou menor capacidade de atuar na vida adulta com liberdade
no âmbito cultural-intelectual.
Nessa fase a criança tem uma grande abertura em relação ao
mundo. Ela acolhe sem resistência anímica tudo o que lhe advém do ambiente em
redor, entregando-se ao mundo com CONFIANÇA ilimitada. Vive num estado de
ingenuidade paradisíaca, num mundo em que o bem e o mal se confundem
indistintamente.
Na criança, todos os órgãos de percepção sensória estão abertos
e, a partir de uma intensa atividade em seu interior, ela responde com a
repetição dos estímulos vindos do ambiente exterior, a IMITAÇÃO. Essa imitação é
a grande força que a criança de 1° setênio tem disponível para a aprendizagem,
inclusive a do falar, do fazer, do adequado ou impróprio no comportamento
humano. E é por uma imitação mais sutil que ela cria, ainda sem consciência, o
fundamento para sua moralidade futura.
Nesse período a criança tem muitos amigos. Ela está aberta a
contatos com outros, porém as amizades ainda são bastante superficiais, não
atingindo efetivamente o outro; são muito mais destinadas a trazer o outro para
o seu próprio mundo e brincar.
Durante esse 1º setênio, a relação mais importante com o mundo
exterior transcorre de fora para dentro. Todavia, as experiências adquiridas
ainda não são centralizadas no eu, ou seja, no centro de sua consciência.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Deixem sua assinatura
Olá, em pouquíssimo tempo, observando estatísticas, posso perceber que o tema é de amplo interesse. Por favor, peço que deixem seus comentários e observações. Porque estão pesquisando sobre Pedagogia Waldorf? De onde são? Precisamos ampliar o círculo de amizades e interessados no assunto, quem sabe formar um novo grupo de estudos on line?
Obrigado pelas visitas.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Referências de pesquisa.
Site da Sociedade Antroposófica brasileira com uma série de textos informativos sobre antroposofia e Pedagogia Waldorf:
http://www.sab.org.br/pedag-wal/pedag.htm
Matéria do Estadão sobre a Pedagogia Waldorf:
Pedagogia Waldorf segue na contramão da educação
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pedagogia-waldorf-segue-na-contramao,582965,0.htm
Escola Waldorf Rudolf Steiner - em São Paulo
http://www.ewrs.com.br/index.php/pedagogia-waldorf
Colégio Waldorf Micael de São Paulo
http://www.micael.com.br/site/
Escola Waldorf Micael de Sorocaba
http://waldorfsorocaba.com.br/
Federação das escolas Waldorf no Brasil
http://www.federacaoescolaswaldorf.org.br/
Editora Antroposófica
http://www.antroposofica.com.br/
http://www.sab.org.br/pedag-wal/pedag.htm
Matéria do Estadão sobre a Pedagogia Waldorf:
Pedagogia Waldorf segue na contramão da educação
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pedagogia-waldorf-segue-na-contramao,582965,0.htm
Escola Waldorf Rudolf Steiner - em São Paulo
http://www.ewrs.com.br/index.php/pedagogia-waldorf
Colégio Waldorf Micael de São Paulo
http://www.micael.com.br/site/
Escola Waldorf Micael de Sorocaba
http://waldorfsorocaba.com.br/
Federação das escolas Waldorf no Brasil
http://www.federacaoescolaswaldorf.org.br/
Editora Antroposófica
http://www.antroposofica.com.br/
Porque a Pedagogia Waldorf?
A primeira coisa que vem em nossa cabeça quando conhecemos algo diferente, isso em qualquer área, é: porque aquilo ( que sempre vivi sem) seria necessário agora?
Em relação a Pedagogia Waldorf eu faria outra pergunta: O que temos de métodos e práticas pedagógicas em nossa cidade está dando certo?
A escola pública está praticamente falida: violência, falta de incentivo, falta de recursos. A maioria dos alunos não consegue aprender o básico proposto.
A escola particular está perdida entre apostilas, construtivismo e consumismo ( o que será que os pais querem comprar?)
Analisando estas respostas podemos dizer : sim, devemos e queremos conhecer um novo método que se diz eficaz na educação.
Abertos os olhos e os corações, gostaria de apresentar aqui alguns diferenciais pedagógicos:
- A escola Waldorf divide as fases de desenvolvimento do ser humano em setênios (7 anos). O ritmo do aprendizado é estabelecido de acordo com os três primeiros setênios ( 0 a 7 anos; 7 a 14 e 14 a 21 anos).
- Em cada setênio o ser humano recebe o que necessita aprender nessa período.
- O ensino fundamental começa com 7 anos e o Professor da sala acompanha seus alunos até o oitavo ano.
- As disciplinas são dividas por épocas de 4 semanas. A criança vê aquele conteúdo e depois há uma pausa para que esse conhecimento possa, tranquilamente, sedimentar.
- A arte é utilizada como ferramente em todas as disciplinas, através do lúdico o ser humano consegue entender melhor o mundo que o rodeia. Aulas deTrabalhos Manuais,Música,Jardinagem,Artes ao longo de todo o currículo
- Educação Infantil com espaço e tempo para o desenvolvimento de uma infância saudável, sem procedimentos voltados para a alfabetização precoce.
- Ensino de duas línguas estrangeiras desde o primeiro ano.
- A avaliação é contínua e diversificada, e considera o aluno em seus diversos aspectos. Pretende ser tanto um retrato da situação de aprendizagem quanto um ponto de partida para desenvolvimentos posteriores.
E, finalizando, de acordo com o Dr. Rudolf Steiner:
“A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.”
Está nascendo um sonho, a esperança se renova...
Bom dia Setembro!
Ainda estamos no inverno e , especialmente nesta manhã fria de fim de estação é que o impulso de Micael se tornou mais forte em minha alma para poder concretizar mais uma etapa deste longo e gratificante trabalho.
Está nascendo a Escola Waldorf Micael de São Roque, que irá disponibilizar uma proposta pedagógica concreta e eficaz.
A Pedagogia Waldorf foi elaborada pelo Filósofo Dr. Rudolf Steiner a partir de 1019, em Stuttgart, Alemanha, inicialmente uma escola para os filhos dos operários da fábrica de cigarros Waldorf-Astória (daí seu nome), a pedido deles. Distinguindo-se desde o início por ideais e métodos pedagógicos até hoje revolucionários, ela cresceu continuamente, com interrupção durante a 2a. guerra mundial, e proibição no leste europeu até o fim dos regimes comunistas. Hoje conta com mais de 1.000 escolas no mundo inteiro (aí excluídos os jardins de infância Waldorf isolados).
Aqui será um espaço de comunicação, divulgação, estudo e trabalhos sobre a proposta pedagógica de Rudolf Steiner. Nas próximas postagens entenderemos quais os diferenciais da Pedagogia Waldorf em relação a outras propostas.
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