Está nascendo um sonho, a esperança se renova...
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
O segredo da pedra grande - 1ª semana do Advento
O segredo da pedra grande - 1ª semana do Advento
Um dia, a caminho de Belém, Maria e José chegaram diante de uma grande pedra. Esta ficava bem no meio da estrada e obrigava os viajantes a passarem pela direita ou pela esquerda através do mato, ou a passarem por cima dela.
Porém, havia algo especial nessa pedra. Antes, quando a estrada estava sendo construída, sete homens fortes tiveram que usar a sua força a fim de rolá-la para o lado. Mas quando, no dia seguinte, voltaram ao trabalho, a pedra estava exatamente no lugar antigo, como se sempre tivesse estado lá. Então os homens fortes reclamaram e vociferaram, cuspiram nas mãos e se empenharam outra vez em seu duro trabalho. Outra vez rolaram a grande pedra para fora do caminho e novamente a encontraram no dia seguinte naquele lugar, onde ela então repousava. Dessa vez, os homens reclamavam ainda mais. Mas depois, outra vez, puseram mãos á obra e tiraram a pedra do caminho, usando toda a sua força. Mas quando, no dia seguinte, encontraram a pedra novamente no lugar antigo, nenhum dos homens reclamou mais e se perguntavam o que aquilo significaria.
Não conseguindo obter resposta as suas perguntas, procuraram um homem santo, que vivia solitário em uma floresta, e lhe contaram sobre a pedra, que sempre voltava ao lugar antigo. O homem santo escutou-os com atenção, abanou a cabeça compreensivamente e lhes respondeu: - Aquele que deve tirar esta poderosa pedra do caminho ainda não apareceu. Deixem-na aí onde está, e permitam á pessoa destinada que a role deste lugar.
Os homens fortes seguiram seu caminho, e assim, a pedra enorme continuou imóvel no meio da estrada, para aflição de muitos viajantes.
Também Maria e José pararam diante da pedra. Naturalmente, José não a podia rolar para o lado, nem com a ajuda do burrinho. Enquanto estavam parados, pensativos diante do obstáculo, José bateu, sem querer, seu bastão contra a pedra. Foi uma batidinha bem leve. Mas, no mesmo instante em que o bastão tocou na pedra, esta partiu no meio. As duas metades caíram para a direita e para a esquerda do caminho. E agora se podia ver que o seu interior estava cheio de cristais, que brilhavam maravilhosamente á luz do sol.
Um pouco mais tarde, chegou o homem santo aquela estrada. Quando viu a pedra partida, com os cristais faiscando em seu interior, seus olhos brilharam: - Aquele a quem estava destinado tirar a pedra do caminho já apareceu – disse ele consigo mesmo.
E seu coração se encheu de alegria e esperança.
http://www.festascristas.com.br/advento/advento-historias/452-o-segredo-da-pedra-grande-1o-semana-do-advento
Porém, havia algo especial nessa pedra. Antes, quando a estrada estava sendo construída, sete homens fortes tiveram que usar a sua força a fim de rolá-la para o lado. Mas quando, no dia seguinte, voltaram ao trabalho, a pedra estava exatamente no lugar antigo, como se sempre tivesse estado lá. Então os homens fortes reclamaram e vociferaram, cuspiram nas mãos e se empenharam outra vez em seu duro trabalho. Outra vez rolaram a grande pedra para fora do caminho e novamente a encontraram no dia seguinte naquele lugar, onde ela então repousava. Dessa vez, os homens reclamavam ainda mais. Mas depois, outra vez, puseram mãos á obra e tiraram a pedra do caminho, usando toda a sua força. Mas quando, no dia seguinte, encontraram a pedra novamente no lugar antigo, nenhum dos homens reclamou mais e se perguntavam o que aquilo significaria.
Não conseguindo obter resposta as suas perguntas, procuraram um homem santo, que vivia solitário em uma floresta, e lhe contaram sobre a pedra, que sempre voltava ao lugar antigo. O homem santo escutou-os com atenção, abanou a cabeça compreensivamente e lhes respondeu: - Aquele que deve tirar esta poderosa pedra do caminho ainda não apareceu. Deixem-na aí onde está, e permitam á pessoa destinada que a role deste lugar.
Os homens fortes seguiram seu caminho, e assim, a pedra enorme continuou imóvel no meio da estrada, para aflição de muitos viajantes.
Também Maria e José pararam diante da pedra. Naturalmente, José não a podia rolar para o lado, nem com a ajuda do burrinho. Enquanto estavam parados, pensativos diante do obstáculo, José bateu, sem querer, seu bastão contra a pedra. Foi uma batidinha bem leve. Mas, no mesmo instante em que o bastão tocou na pedra, esta partiu no meio. As duas metades caíram para a direita e para a esquerda do caminho. E agora se podia ver que o seu interior estava cheio de cristais, que brilhavam maravilhosamente á luz do sol.
Um pouco mais tarde, chegou o homem santo aquela estrada. Quando viu a pedra partida, com os cristais faiscando em seu interior, seus olhos brilharam: - Aquele a quem estava destinado tirar a pedra do caminho já apareceu – disse ele consigo mesmo.
E seu coração se encheu de alegria e esperança.
http://www.festascristas.com.br/advento/advento-historias/452-o-segredo-da-pedra-grande-1o-semana-do-advento
O caminho cheio de pedras - 1ª semana do Advento
O caminho cheio de pedras - 1ª semana do Advento
Maria e José estavam em seu caminho para Belém, o burrinho trotava alegremente na sua frente.
José estava acostumado a caminhadas e tinha um bom bastão; com este ele podia dar largos passos. Maria, a querida Mãe Divina, se esforçava muito em acompanhá-lo, mas seus pés delicados sempre de novo batiam nas pedras escuras e afiadas do caminho.
Assim mesmo ela se continha com esforço, para não deixar perceber que sentia dores; mas ai uma lágrima saltou de seus olhos, essa ela não conseguiu conter. O burrinho obviamente não notou nada, e nem José, que estava atento em não errar o caminho.
Só o anjo que acompanhava os três em sua caminhada notou que Maria chorava.
Ele se abaixou até ela e lhe perguntou:
- Querida serva do Senhor, porque chora? Você está em seu caminho à Belém, onde darás à luz à criança divina. Isto não te deixa feliz?
Maria respondeu:
- Com muito prazer quero receber a criança divina, e também não quero me queixar, só as pedras escuras e pontiagudas batem e espetam os meus pés, e o meu caminhar se torna difícil.
Quando o anjo escutou isso, olhou para as pedras com o seu olhar claro e brilhante do céu. E olhe: Sob o seu olhar luminoso as pedras se transformavam. Elas afilavam os seus cantos e pontas e absorviam um brilho de cores algumas até ficavam transparentes como vidro e brilhavam na luz que vinha do anjo.
Então Maria continuou o seu caminho em cima de uma estrada cintilante e brilhante de cores, e nenhuma dor mais dificultava a sua caminhada.
http://www.festascristas.com.br/advento/advento-historias/451-o-caminho-cheio-de-pedras-1o-semana-do-advento
José estava acostumado a caminhadas e tinha um bom bastão; com este ele podia dar largos passos. Maria, a querida Mãe Divina, se esforçava muito em acompanhá-lo, mas seus pés delicados sempre de novo batiam nas pedras escuras e afiadas do caminho.
Assim mesmo ela se continha com esforço, para não deixar perceber que sentia dores; mas ai uma lágrima saltou de seus olhos, essa ela não conseguiu conter. O burrinho obviamente não notou nada, e nem José, que estava atento em não errar o caminho.
Só o anjo que acompanhava os três em sua caminhada notou que Maria chorava.
Ele se abaixou até ela e lhe perguntou:
- Querida serva do Senhor, porque chora? Você está em seu caminho à Belém, onde darás à luz à criança divina. Isto não te deixa feliz?
Maria respondeu:
- Com muito prazer quero receber a criança divina, e também não quero me queixar, só as pedras escuras e pontiagudas batem e espetam os meus pés, e o meu caminhar se torna difícil.
Quando o anjo escutou isso, olhou para as pedras com o seu olhar claro e brilhante do céu. E olhe: Sob o seu olhar luminoso as pedras se transformavam. Elas afilavam os seus cantos e pontas e absorviam um brilho de cores algumas até ficavam transparentes como vidro e brilhavam na luz que vinha do anjo.
Então Maria continuou o seu caminho em cima de uma estrada cintilante e brilhante de cores, e nenhuma dor mais dificultava a sua caminhada.
http://www.festascristas.com.br/advento/advento-historias/451-o-caminho-cheio-de-pedras-1o-semana-do-advento
O advento passo a passo!
O Advento passo a passo
1ª semana do Advento – Reino Mineral – 29/11/2009
Presépio: pano azul, Maria, Anjo, algumas estrelas, e o caminho de velas (contar quantos dias exatos tem do primeiro domingo até o dia 24. Nem sempre darão 24 dias! Coloque a quantidade certa de dias – neste ano, 2009 = 25 velas + a vela do dia 24, que poderá ser uma vela mais especial, maior, dourada, etc) (procure que as crianças não vejam esta construção da estrutura do presépio. Faça na noite do sábado, após elas dormirem. De manhã do domingo, atribua ao anjo do Natal a aparição do Presépio)
Coroa de advento: velas de 4 cores - azul, vermelho, amarelo, verde
Calendário do Advento: com pedrinhas, estrelinhas, etc
• Atividade com as crianças: Fazer estrelas de papel de seda, palha, etc.
• Coroa do Advento: acender a vela azul
• Presépio: ascender a primeira vela do caminho (cantar enquanto acende a vela)
contar uma história sobre o reino mineral
Maria caminha até a primeira vela do caminho
Cantar músicas da primeira semana
• abrir o Calendário do Advento
• colocar pedrinhas no presépio
• apagar as vela (com apagador)
Os outros dias poderão repetir exatamente a mesma sequência (incluindo repetir a mesma história), ou ter uma celebração mais simples, apenas acendendo as velas do caminho enquanto canta “Advento... advento.. uma luz reluz....” abra o calendário do advento. Apague as velas.
Todos os elementos do Reino Mineral são bem vindos nesta semana: água, conchas, troncos de madeira, etc
(Não se esqueça que a Maria caminha todos os dias, mesmo que a celebração não seja feita todos juntos. Você poderá mover a Maria durante a celebração, com as crianças, ou a noite, sem que elas vejam )
2ª semana do Advento - Reino Vegetal - 06/12/2009
O Presépio amanhece com algumas plantas, musgos e mais estrelas.
• Atividade com as crianças: plantar alguma flor (talvez rosinhas) ou fazer pão, biscoitos
• Coroa do Advento: acender a vela azul e a verde
• Presépio: ascender até a oitava vela do caminho (cantar enquanto acende a vela)
contar uma história sobre o reino vegetal (sobre Rosas são bem adequadas)
Maria caminha
Cantar músicas da primeira e segunda semana
• abrir o Calendário do Advento
• colocar plantas, flores no presépio
• apagar as vela (com apagador)
Nos outros dias, pode-se regar as plantas que foram plantadas, colher flores pelos caminhos para enfeitar o presépio.
3ª semana do Advento - Reino Animal - 13/12/2009
Presépio recebe: o estábulo, o boi , burrinho ao lado de Maria, mais estrelas
• Atividade com as crianças: fazer borboletas de lãzinha, ou bichinhos de cera
• Coroa do Advento: acender a vela azul, a verde e a vermelha
• Presépio: ascender até a décima quinta vela do caminho (cantar enquanto acende a vela)
contar uma história sobre o reino animal (sobre o burrinho, é bem adequada)
Maria caminha
Cantar músicas da primeira, segunda e terceira semana
• abrir o Calendário do Advento
• apagar as vela (com apagador)
Nos outros dias, colocar mais animaizinhos, ou insetos no presépio.
4ª semana do Advento - Reino Humano - 20/12/2009
Presépio recebe: José ao lado de Maria, Pastores dormindo com as ovelhas, próximos ao estábulo, mais estrelas
• Atividade com as crianças: fazer vela, biscoitos confeitados
• Coroa do Advento: acender a vela azul, a verde, a vermelha e a amarela
• Presépio: ascender até a vigésima segunda vela do caminho (cantar enquanto acende a vela)
contar uma história sobre o reino humano
Maria caminha
Cantar músicas da primeira, segunda, terceira e quarta semana
• abrir o Calendário do Advento
• apagar as vela (com apagador)
Noite de Natal - 24/12
Chega a Árvore de Natal (pois também é dia de Adão e Eva) que as crianças podem ajudar a enfeitar. Além dos enfeites normais pode ter rosas, maçãs e símbolos dos planetas.
• acender as velas do caminho
• Maria anda mais e chega ao estábulo
• contar história do nascimento de Jesus
• cantar as músicas da Noite de Natal (Noite Feliz, Tocam os sinos...etc)
• colocar o menino Jesus
• cantar “Vinde pastores, alegres ver Jesus....” enquanto acorda os Pastores. Aproximá-los do estábulo, com suas ovelhas
• abrir o Calendário do Advento
• se houver troca de presentes pode ser feita agora
• as velas podem ficar acesas
Dia 25
• os pastores amanhecem se retirando do estábulo
• os Reis surgem em algum lugar distante na casa (canto da escada, sala, etc)
• contar histórias do nascimento de Jesus e suas visitas
- isso deve perdurar durante as 12 Noites Santas até dia de Reis. Podemos contar histórias dos reis a partir de 01/1.
Dia 06/01 – Dia de Reis
• Maria amanhece com o menino no colo, com uma coroa, algumas estrelas no manto. O estábulo pode ganhar uma cobertura de algum pano dourado.
• Os Reis chegam até o menino
• Contar uma história sobre os Reis
Dia 07/01
A pergunta é: como tudo desaparece no dia seguinte? Tira-se tudo ou há outra solução?
Uma vez perguntado isso para a Luiza Lameirão (Pedagoga, professora de Jardim de Infância Waldorf e responsável pela formação de Professores Waldorf no Brasil) ela disse que sim: no dia 07 de janeiro o presépio desaparece completamente, sem deixar vestígios.
http://www.festascristas.com.br/advento/advento-celebrando-com-criancas/468-o-adveto-passo-a-passo
1ª semana do Advento – Reino Mineral – 29/11/2009
Presépio: pano azul, Maria, Anjo, algumas estrelas, e o caminho de velas (contar quantos dias exatos tem do primeiro domingo até o dia 24. Nem sempre darão 24 dias! Coloque a quantidade certa de dias – neste ano, 2009 = 25 velas + a vela do dia 24, que poderá ser uma vela mais especial, maior, dourada, etc) (procure que as crianças não vejam esta construção da estrutura do presépio. Faça na noite do sábado, após elas dormirem. De manhã do domingo, atribua ao anjo do Natal a aparição do Presépio)
Coroa de advento: velas de 4 cores - azul, vermelho, amarelo, verde
Calendário do Advento: com pedrinhas, estrelinhas, etc
• Atividade com as crianças: Fazer estrelas de papel de seda, palha, etc.
• Coroa do Advento: acender a vela azul
• Presépio: ascender a primeira vela do caminho (cantar enquanto acende a vela)
contar uma história sobre o reino mineral
Maria caminha até a primeira vela do caminho
Cantar músicas da primeira semana
• abrir o Calendário do Advento
• colocar pedrinhas no presépio
• apagar as vela (com apagador)
Os outros dias poderão repetir exatamente a mesma sequência (incluindo repetir a mesma história), ou ter uma celebração mais simples, apenas acendendo as velas do caminho enquanto canta “Advento... advento.. uma luz reluz....” abra o calendário do advento. Apague as velas.
Todos os elementos do Reino Mineral são bem vindos nesta semana: água, conchas, troncos de madeira, etc
(Não se esqueça que a Maria caminha todos os dias, mesmo que a celebração não seja feita todos juntos. Você poderá mover a Maria durante a celebração, com as crianças, ou a noite, sem que elas vejam )
2ª semana do Advento - Reino Vegetal - 06/12/2009
O Presépio amanhece com algumas plantas, musgos e mais estrelas.
• Atividade com as crianças: plantar alguma flor (talvez rosinhas) ou fazer pão, biscoitos
• Coroa do Advento: acender a vela azul e a verde
• Presépio: ascender até a oitava vela do caminho (cantar enquanto acende a vela)
contar uma história sobre o reino vegetal (sobre Rosas são bem adequadas)
Maria caminha
Cantar músicas da primeira e segunda semana
• abrir o Calendário do Advento
• colocar plantas, flores no presépio
• apagar as vela (com apagador)
Nos outros dias, pode-se regar as plantas que foram plantadas, colher flores pelos caminhos para enfeitar o presépio.
3ª semana do Advento - Reino Animal - 13/12/2009
Presépio recebe: o estábulo, o boi , burrinho ao lado de Maria, mais estrelas
• Atividade com as crianças: fazer borboletas de lãzinha, ou bichinhos de cera
• Coroa do Advento: acender a vela azul, a verde e a vermelha
• Presépio: ascender até a décima quinta vela do caminho (cantar enquanto acende a vela)
contar uma história sobre o reino animal (sobre o burrinho, é bem adequada)
Maria caminha
Cantar músicas da primeira, segunda e terceira semana
• abrir o Calendário do Advento
• apagar as vela (com apagador)
Nos outros dias, colocar mais animaizinhos, ou insetos no presépio.
4ª semana do Advento - Reino Humano - 20/12/2009
Presépio recebe: José ao lado de Maria, Pastores dormindo com as ovelhas, próximos ao estábulo, mais estrelas
• Atividade com as crianças: fazer vela, biscoitos confeitados
• Coroa do Advento: acender a vela azul, a verde, a vermelha e a amarela
• Presépio: ascender até a vigésima segunda vela do caminho (cantar enquanto acende a vela)
contar uma história sobre o reino humano
Maria caminha
Cantar músicas da primeira, segunda, terceira e quarta semana
• abrir o Calendário do Advento
• apagar as vela (com apagador)
Noite de Natal - 24/12
Chega a Árvore de Natal (pois também é dia de Adão e Eva) que as crianças podem ajudar a enfeitar. Além dos enfeites normais pode ter rosas, maçãs e símbolos dos planetas.
• acender as velas do caminho
• Maria anda mais e chega ao estábulo
• contar história do nascimento de Jesus
• cantar as músicas da Noite de Natal (Noite Feliz, Tocam os sinos...etc)
• colocar o menino Jesus
• cantar “Vinde pastores, alegres ver Jesus....” enquanto acorda os Pastores. Aproximá-los do estábulo, com suas ovelhas
• abrir o Calendário do Advento
• se houver troca de presentes pode ser feita agora
• as velas podem ficar acesas
Dia 25
• os pastores amanhecem se retirando do estábulo
• os Reis surgem em algum lugar distante na casa (canto da escada, sala, etc)
• contar histórias do nascimento de Jesus e suas visitas
- isso deve perdurar durante as 12 Noites Santas até dia de Reis. Podemos contar histórias dos reis a partir de 01/1.
Dia 06/01 – Dia de Reis
• Maria amanhece com o menino no colo, com uma coroa, algumas estrelas no manto. O estábulo pode ganhar uma cobertura de algum pano dourado.
• Os Reis chegam até o menino
• Contar uma história sobre os Reis
Dia 07/01
A pergunta é: como tudo desaparece no dia seguinte? Tira-se tudo ou há outra solução?
Uma vez perguntado isso para a Luiza Lameirão (Pedagoga, professora de Jardim de Infância Waldorf e responsável pela formação de Professores Waldorf no Brasil) ela disse que sim: no dia 07 de janeiro o presépio desaparece completamente, sem deixar vestígios.
http://www.festascristas.com.br/advento/advento-celebrando-com-criancas/468-o-adveto-passo-a-passo
‘Na Pedagogia Waldorf o ritmo conduz a vida do ser humano’. Confira entrevista com Kátia Galdi!
‘Na Pedagogia Waldorf o ritmo conduz a vida do ser humano’. Confira entrevista com Kátia Galdi!
Brincadeiras de roda, desenhos, aulas, leituras, pausas e canções foram elementos que marcaram a rotina de quem participou do Curso Recife de Fundamentação em Pedagogia Waldorf, no início de outubro, no bairro do Rosarinho. Oito dias de imersão. Os corpos saltitavam, as bocas, das mais diversas idades, cantavam canções do imaginário infantil e os ouvidos atentos ao contexto histórico em que nasceu esta pedagogia, que de acordo com a docente e coordenadora do citado curso, em Recife e no Brasil, Kátia Galdi, segue na contramão do que se estimula na sociedade contemporânea.
Por Maria Júlia Sette
(mjuliasette@hotmail.com)
(mjuliasette@hotmail.com)
Brincadeiras de roda, desenhos, aulas, leituras, pausas e canções foram elementos que marcaram a rotina de quem participou do Curso Recife de Fundamentação em Pedagogia Waldorf, no início de outubro, no bairro do Rosarinho. Oito dias de imersão. Os corpos saltitavam, as bocas, das mais diversas idades, cantavam canções do imaginário infantil e os ouvidos atentos ao contexto histórico em que nasceu esta pedagogia, que de acordo com a docente e coordenadora do citado curso, em Recife e no Brasil, Kátia Galdi, segue na contramão do que se estimula na sociedade contemporânea.
Idealizada pelo austríaco Rudolf Steiner, a Pedagogia Waldorf nasceu na Alemanha, em 1919, após a 1ª guerra mundial, e começou a ser aplicada no Brasil desde 1956. O desenvolvimento integral da criança e do jovem é um dos motes principais do ensino Waldorf. Como mãe, jornalista e colaboradora do Portal Flores no Ar, mas principalmente como ser humano, tive a oportunidade de cursar o primeiro módulo da formação. Numa pequena brecha, conversei com Kátia Galdi sobre alguns aspectos desta pedagogia. Confira na entrevista a seguir!
A Pedagogia Waldorf foi apontada pela UNESCO como sendo o modelo de pedagogia capaz de responder aos desafios educacionais de nosso tempo. Na sua visão, quais são os principais aspectos da pedagogia que justificam esse reconhecimento da Unesco?
O principal aspecto é que a pedagogia é evidentemente humana, tem um aspecto fundamentalmente humano. E pelo teor das relações sociais passar pelo conhecimento humano do Ser, ela se torna, então, uma pedagogia voltada para a paz. Por isso que a UNESCO reconheceu esse elemento tão grandioso e fortalecedor, num mundo onde se busca hoje, mais do que nunca, a necessidade de fazer a paz ser sentida pelos povos.
Durante o curso, percebi que as atividades eram intercaladas entre momentos onde mexíamos o corpo e brincávamos, e outros mais quietos, concentrados. Essa forma ritmada de viver as atividades é um dos princípios da Pedagogia Waldorf?
Sim. Entendemos na Pedagogia Waldorf que o ritmo conduz a vida do ser humano como um reflexo do que acontece na natureza. E a natureza segue uma ordem rítmica que também corresponde a uma ordem cósmica. O ser humano, como criatura que é, corresponde a uma ordem rítmica naturalmente. Precisamos cultivar e sustentar este ritmo, pois temos a capacidade de pensar, temos o livre arbítrio.
Quando existe um componente de compreensão que faz com que as atividades do dia a dia se tornem uma repetição daquilo que vive no organismo, o ritmo se torna absolutamente vitalizante para a criança e para todo ser humano. Não de forma mecânica, inconsciente, mas com a consciência de que o ponto central e vital do ser humano basicamente corresponde ao sistema cardiorrespiratório. Quando encontramos um eixo para respirar melhor, conseguimos desenvolver nosso organismo e evidentemente a nossa consciência. E na vida da criança quando isso se repete faz com que o seu organismo combine com o que está acontecendo lá fora, isso é uma maneira de tornar a vida mais saudável.
E de que forma esse ritmo é vivenciado nas escolas Waldorf?
Por exemplo, no inicio da manhã há um bom dia, que difere o formato do jardim para o grau (ensino fundamental), mas que, em ambos, pode haver música, canto e versos que são lidos. Na criança pequena, há o desenho, momento para fazer o pão, a aquarela, contato com brinquedos feitos com elementos naturais. As atividades compõem um ritmo, entre um pulsar, momento que contrai e que se expande. Então nas diferentes fases da criança, as aulas de matéria, de desenho, o brincar livre, as músicas, as histórias contadas, acontecem de forma rítmica. Há momentos que o pensar, o sentir e o fazer estão mais contraídos, depois mais expandidos nas atividades vivenciadas. Então há contração e há expansão de maneira muito consequente.
Como a teoria dos setênios, que divide a vida humana em ciclos de sete anos, é abordada na Pedagogia Waldorf?
A Pedagogia Waldorf compreende que é preciso olhar os fenômenos que vivem no ser humano no geral. Mas percebe que a cada sete anos há um fenômeno significativo de mudança. Os primeiros sete anos, a mudança para o segundo setênio (7 a 14 anos), para o terceiro (14 a 21 anos) e assim por diante.
No primeiro setênio, no jardim da infância, por meio do trabalho que o professor realiza, deve-se possibilitar o despertar contínuo da imitação. Imitação a mais saudável possível, imitar gestos, imitar falas com pleno sentido do que se deve viver no mundo. No segundo setênio, a autoridade do professor deve proporcionar o despertar de uma veneração pelo mundo natural. Isso acontece quando a criança percebe a relação entre ela e a natureza. A presença da natureza na sala de aula não se faz meramente por que o elemento natural está lá. Mas também pela linguagem que professor vai usar, baseada em um repertório que espelha a relação desse professor com o mundo sensorial, com o mundo da natureza. Na medida em que essa autoridade manifesta pelo professor condiz com a verdade que existe dentro, ou seja, que há uma coerência entre o que existe dentro e fora do professor, isso se faz muito presente na sala de aula, não só porque ele vive essa relação com a natureza, mas porque ele leva isso para as crianças. Então a autoridade dele despertará essa veneração pelo mundo natural.
O terceiro setênio desperta no jovem uma tarefa a ser realizada lá fora. Quando o jovem olha para uma sociedade que sofre desajustes e vê não só a verdade de que há problemas, mas sente a verdade que está nele, que ele se edificou como ser humano, então o jovem entende que tem uma tarefa muito grande em colaborar com o ajuste desse mundo. Ele vai colaborar e não salvar o mundo sozinho. Essa é atarefa social do jovem no terceiro setênio. O despertar da responsabilidade leva a um trabalho social.
A escola Waldorf do Recife, que completou recentemente 14 anos, divulgou um selo com a seguinte mensagem. “Dois setênios fazendo uma escola à mão”. Quais os principais desafios de valorizar trabalhos manuais, em uma era onde a tecnologia espalha-se por todos os cantos?
O maior desafio é que o professor tenha a certeza de que ele pode fazer também. Importa o quanto ele, como professor de uma escola Waldorf, independente de suas habilidades, tenha a compreensão de que uma atividade manual ajuda a criança e o jovem a se edificar.
Se a tecnologia vem massacrar todos esses movimentos naturais e primordiais do ser humano, o trabalho manual vem reconstruir, historicamente falando. A Pedagogia Waldorf desenvolve trabalhos manuais porque acredita que os trabalhos feitos com as mãos levam para fora o impulso do coração.Então quando a criança vai fazer ponto cruz, tricô, marcenaria, aquarela e todas as atividades de cunho artístico, feitas à mão, ela deve sentir o prazer e a alegria de colocar pra fora dela o que tem de mais bonito no formato do trabalho realizado.
O desafio é que o professor possa, como escola, garantir que independente das diferenças entre as famílias, se a tecnologia faz parte da realidade da família, ou não, que isso fique de fora da escola e as famílias venham colaborar de forma espontânea, em trabalhos de bazar, por exemplo. O desafio é grande, justamente por estar indo contra a correnteza da sociedade contemporânea que valoriza demais a tecnologia.
Você poderia comentar a expressão “A pedagogia cura e a medicina educa”:
O professor Waldorf é alguém potencialmente interessado no mundo imaginativo, desperta nele um amor profundo pelas crianças e pela natureza. Por isso ele acompanha os anos na escola, aqui no Recife, até o quinto ano (ensino fundamental), e no jardim onde se fica um período longo com o mesmo professor. Isso possibilita que o professor desenvolva uma observação que a gente pode chamar de fenomenológica do que vive, do que está vivendo naquela criança, do que ela trás e como ela se mostra hoje. Essa observação ele compartilha com os colegas. A partir disso entendemos que além do ritmo diário que a escola realiza e já é sanador por si, quando o professor percebe todos os desajustes que há na sociedade de hoje, do qual ele também faz parte, e se volta o trabalho de maneira muito consequente em sala de aula ele está ajudando a curar determinadas doenças sociais que a sociedade contemporânea criou e continua criando. Como ele faz isso? Através primeiro do que é básico, o próprio ritmo e do ensino que é divido em épocas na escola, no caso do grau. No caso do jardim da infância, não possibilitando que a criança seja alfabetizada antes de haver uma maturidade física e inclusive neurológica, isso já é uma maneira de atuar contrariamente ao que está aí na sociedade. O ritmo cura, é sanador, e quando os desajustes de fora aparecem no comportamento das crianças o professor realiza essa observação devagar e encontra medidas pedagógicas para poder atuar junto da criança para que ela devagar venha se transformar.
São atitudes pedagógicas das mais diversas, desde a observação individual que num trabalho de grupo você possa atender a demandas individuais e respeitar o ritmo mais lento de uma criança em relação à classe absolutamente rápida, entre outras.
No que diz respeito à medicina, o Rudolf Steiner quando citou isso, ele tinha muito claro que a atuação do médico não é uma atuação da qual ele mantém um contato com seu paciente com a mesma frequência e assiduidade que o professor. O médico orienta de forma educativa. Já o professor acompanha, desenvolve uma observação dia após dia. De forma que pode fazer com que se processe um caminho de cura junto da criança.
Disponível em: http://portalfloresnoar.com/floresnoar/na-pedagogia-waldorf-o-ritmo-conduz-a-vida-do-ser-humano-confira-entrevista-com-katia-galdi/
sábado, 16 de novembro de 2013
Movimento prega a 'desaceleração' da rotina das crianças
A infância se transformou em uma corrida rumo à perfeição, e as crianças, em
miniexecutivos com agenda cheia de atividades.
É o que argumentam os partidários do "slow parenting" (pais sem pressa),
movimento que prega justamente o contrário: que as crianças tenham menos
compromissos e mais tempo para fazer nada.
A ideia, que tomou corpo na Europa e EUA, ganha força aqui. Na semana
passada, a primeira edição do "SlowKids", evento em prol da desaceleração da
rotina das crianças, levou 1.500 pessoas ao parque da Água Branca, em São Paulo.
Na programação, atividades nada tecnológicas: oficina de jardinagem,
brincadeiras antigas e piquenique. "As crianças precisam desligar os eletrônicos
e interagir mais com os pais", diz Tatiana Weberman, uma das criadoras do
projeto e diretora da agência Respire Cultura.
| Gabo Morales/Folhapress | ||
| Vanessa Sheila Dias, 36, e a filha Anne, 8, no "SlowKids", no parque da Água Branca |
Segundo o jornalista britânico Carl Honoré, autor de "Sob
Pressão" (Record, 368 págs., R$ 52), muitas crianças têm todos os momentos
da vida agendados e monitorados.
"Elas têm dificuldades de serem independentes, ficam sob estresse e são menos
criativas", disse Honoré à Folha.
Ele foi o primeiro a usar o termo "slow parenting". "Tudo começou quando a
professora do meu filho disse que ele 'era um jovem artista talentoso'. Na hora,
a visão de criar o novo Picasso passou pela minha cabeça", conta.
No mesmo dia, ele começou a procurar cursos de arte para o filho, que na
época tinha sete anos, até que o menino disse: "Pai, não quero ter um professor,
só quero desenhar. Por que os adultos querem sempre cuidar de tudo?".
O puxão de orelha fez com que ele voltasse atrás e começasse a pesquisar o
superagendamento da infância. Segundo ele, tudo começa com a boa intenção dos
pais. Mas a vontade de ser o pai perfeito transforma a educação em um jogo de
tudo ou nada.
VIDA DE EXECUTIVO
Para a psicanalista Belinda Mandelbaum, professora do Instituto de Psicologia
da USP, a educação de resultados antecipa o ensino de ferramentas para competir
no mundo corporativo. "Vejo crianças aprendendo mandarim porque os pais acham
ser importante para o futuro."
Quando o empresário Marcelo Cesana, 38, diz não ter pressa de que o filho
Caio, 1, aprenda a falar, a ler e a escrever, questionam se ele não vai ter
dificuldade para trabalhar. "Me acham bicho do mato, mas não quero antecipar as
coisas", diz ele, que levou a família ao "SlowKids".
A gerente de supermercado Vanessa Sheila Dias, 36, também foi ao evento com a
filha Anne, 8. O domingo no parque faz parte da ideia de reservar um dia para
fazer nada. "A rotina da semana é maluca, passo a ansiedade para a Anne", diz
ela, que já se pegou pedindo que a filha comesse um lanche de fast food mais
rápido.
Anne não faz atividades extraescolares. Já os filhos da psicóloga Patrícia
Paione Grinfeld, 41, fazem natação, mas só aos sábados.
"Outros pais me perguntam: 'Eles não fazem nada durante a semana?' Como se
fosse algo errado!", conta Patrícia. "Quero que crianças venham brincar com meus
filhos, mas todas são ocupadas, tem que marcar antes."
As atividades extras não garantem que a criança vá aprender mais, diz
Mandelbaum. "Muitas vezes, elas só aprendem a se adaptar a esse ritmo louco."
O primeiro efeito da correria é a ansiedade, diz a neuropsicóloga Adriana
Fóz, coordenadora do projeto Cuca Legal, da Unifesp. "A criança fica frustrada
pelo excesso de atividades e pela falta [quando se acostuma à agenda cheia].
Fica entediada com mais facilidade."
Não que toda atividade extra deva ser evitada, mas é preciso respeitar o
tempo da criança. "Até os cinco anos os estímulos têm que ser mais naturais",
afirma Fóz.
De seis a 12 anos, é hora de aprender de forma mais sistematizada, diz ela.
Aí é preciso conciliar o que os pais consideram ser importante com o desejo e as
habilidades da criança, cuidando para que ela tenha tempo livre.
"O ócio estimula a criatividade e a curiosidade por temas e experiências
diversas", afirma a educadora e antropóloga Adriana Friedmann.
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Para os Pais e futuros Pais do Século XXI
“Para
dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado”
O escritor Sergio Sinay, 66 anos, é um especialista em vínculos humanos. Sociólogo e jornalista, formou-se na Escola de Psicologia da Associação Gestáltica de Buenos Aires. Requisitado consultor sobre assuntos familiares e relações pessoais, tem vários livros publicados. O mais novo, Sociedade dos Filhos Órfãos, que acaba de sair em português (Editora BestSeller), é uma dura crítica ao modo de vida da atualidade, em que pais delegam a educação e a atenção aos filhos para babás, escolas e até para as novas tecnologias – como celular, televisão e computadores. Esse comportamento transmite aos filhos a noção errada de que basta ter dinheiro para encontrar quem se encarregue daquilo que nos cabe fazer, afirma Sinay, em seu livro.
Casado e pai de um jovem, Sinay diz que o amor é uma construção contínua que se fortalece diariamente com responsabilidade e comprometimento. “Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado”. A seguir trechos da entrevista concedida ao Mulher7x7.
Mulher7x7- Há uma geração de filhos sem pais presentes nascendo ou ela sempre existiu?
SERGIO SINAY – Sempre houve pais que não assumem responsabilidades e sempre haverá. Mas nunca houve como hoje um fenômeno social tão amplo e profundo a ponto de criar uma geração de filhos órfãos de pais vivos. Pela primeira vez podemos dizer, infelizmente, que os filhos com pais presentes que cumprem suas funções são uma minoria.
Até que ponto a relação dos pais com os filhos reproduz um estilo de vida da atualidade?
Vivemos numa cultura do utilitarismo, em que se busca o material a qualquer preço e por qualquer caminho. As pessoas se medem pelo que possuem e não pelo que são. Os pais correm atrás do material e descuidam de seus filhos que, por sua vez, aprendem a valorizar apenas o bem material. Essa é a fórmula para criar filhos materialistas.
Em vários trechos do livro, o senhor diz estar convencido de que muita gente ficará irritada com o que está escrito. Por quê?
Porque muita gente não gosta de escutar ou ler o que precisa, apenas o que gosta. Os pais de filhos órfãos, em sua maioria, não admitem sua própria conduta e acreditam que ser pai e mãe consiste em comprar coisas para os filhos, matriculá-los em escolas caras, dar celulares e computadores modernos.
O senhor relaciona o fracasso dos pais na educação dos filhos ao medo que eles têm da reprovação infantil. De onde vem esse medo e como fugir dessa armadilha?
O medo vem de uma cultura que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Os pais tratam de comprar o amor dos filhos e temem que o cliente não esteja contente. O carinho dos filhos não se compra. Amor se constrói com presença, atitudes e assumindo a responsabilidade de liderar o caminho dessa vida em direção à autonomia. Para isso, há que se estabelecer limites, marcar as fronteiras, frustrar. Criar e educar é também frustrar, ensinar que nem tudo é possível. Só assim se ensina a escolher. E só quem escolhe pode ser livre. Os pais, no entanto, têm medo de não ser simpáticos, então se esquecem de ser pais, que é o que os filhos precisam.
Ao se referir ao modelo do passado, em que as mães eram o retrato do sacrifício, e os pais, da disciplina ainda que com distância emocional, o senhor diz que todos sabiam seu papel, algo não acontece hoje. Aquele modo de educar era de alguma forma melhor?
Aquele modo de educar tinha muitas limitações e era muito rígido em muitos aspectos. Mas se sabia claramente quem eram os pais e quem eram os filhos. Os pais não tinham medo de atuar como pais, ainda que às vezes cometessem excessos em sua autoridade. Mas é sempre mais fácil corrigir um excesso do que superar uma ausência. Alguém pode mudar um modelo pobre ou insuficiente. Muito mais grave é não ter modelo.
Ao abordar o problema de jovens envolvidos com drogas e violência, o senhor diz que a solução é os pais terem mais controle sobre o que eles fazem e onde vão. Como não resvalar para a superproteção?
A infância e a adolescência são etapas muito breves da vida e necessárias para o amadurecimento biológico, psíquico e cognitivo. Seremos adultos a maior parte da nossa vida. A adolescência termina entre os 18 e os 19 anos. Quando os pais são ausentes ou não cumpriram suas funções, vemos adolescentes imaturos de 30 ou 40 anos. Se os pais pegam no leme do barco, e realizam esse trabalho com amor, ao fim da adolescência, seus filhos serão pessoas com ferramentas para caminhar pela vida. Terão muito por aprender ainda, mas terão boas bases e um bom sistema imunológico contra os principais perigos sociais. Os limites do controle vão mudando com a idade dos filhos e vão se flexibilizando até desaparecer por completo. Para saber quando e como modificá-los, há que estar presente.
Ao propor que os pais busquem interagir com outros pais para a realização de programas em comum e conversas que afinem experiências e atitudes, o senhor está sugerindo que educar é, de alguma forma, uma obra coletiva?
Educar é uma missão intransferível de quem, biologicamente ou por adoção, criou um vínculo de maternidade e paternidade. A responsabilidade é sempre individual. Conversar com outros pais e empreender projetos comuns, ajuda a afirmar a tarefa e permite a troca de experiências úteis.
Nas grandes cidades, em que muitos pais sequer comparecem às reuniões na escola, não é uma utopia propor essa interação entre os pais?
Sem utopias, não se avança. E se cruzarmos os braços, perdemos a batalha. Muitos casais responsáveis e amorosos se sentem sozinhos, não concordam com o que vêem outros pais fazendo e seguem adiante com suas convicções. Por isso, há que falar e propôr interação, dizer a eles “vocês estão num bom caminho”, compartilhem isso. Quando esses pais começarem a falar descobrirão que muita gente pensa assim também, mas estava em silêncio.
É o caso de uma família evitar certos círculos de pessoas e lugares, e até cidades, se achar que a vida do filho está indo pelo caminho errado?
Não se pode ter medo de tomar decisões, dizer não, proibir certas relações perigosas. Os filhos vão protestar, tentarão transgredir. Isso não é um problema, é parte do processo. Os filhos sempre buscarão transgredir para crescer. O problema é quando os pais viram o rosto, olham para o outro lado, não estabelecem limites ou têm medo dos filhos. Ser pai com amor e presença não significa converter-se em uma pessoa simpática, em um animador de televisão. Às vezes, há que se tomar medidas duras.
O senhor diz que muitos pais usam a suposta importância da qualidade do tempo ao lado do filho para justificar a ausência. O que é qualidade de tempo com o filho, na sua opinião?
Não há qualidade sem quantidade. Em qualquer tarefa para alcançar qualidade é preciso tempo, compromisso, dedicação. O famoso “tempo de qualidade” de que falam muitos pais – e que inclusive tem o apoio de pediatras e psicólogos infantis – é uma desculpa para que os pais não se sintam culpados. Os pais são adultos e um adulto sabe que na vida não se pode tudo. Há que optar. Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado. O “tempo de qualidade” são cinco minutos nos quais os pais culpados dão tudo aos filhos para evitar o conflito. Isso faz muito mal aos filhos. Se não há tempo, não há qualidade. E se não há tempo para os filhos, é preciso pensar antes de se tornar pais. Depois é tarde.
Mas muitos pais não escolhem seus horários, o tempo que perdem no trânsito e, por falta de opção, ficam menos com os filhos do que gostariam. O senhor não acha que os filhos aprendem a diferenciar os pais que nunca estão porque não querem dos pais que não estão porque não podem?
A responsabilidade de ser pais nos obriga a fazer escolhas. É verdade que os pais são demandados por muitas atividades. Mas eu pergunto “são todas obrigatórias?”. Muitas vezes, trabalha-se demais para pagar o que não é necessário. Ser pai e mãe é uma oportunidade para aprender a diferenciar os desejos das necessidades. É uma oportunidade para aprender a diferenciar o que a publicidade vende do que realmente precisamos. Tudo que requer nosso tempo é imprescindível? Podemos trabalhar menos enquanto criamos os filhos pequenos? É possível dividir melhor o tempo entre pais e mães? Por que tem que ser sempre a mãe a que duplica suas tarefas? Por que podemos dizer “não” ao tempo que nossos filhos exigem de nós em vez de dizer “não” aos outros? Se os pais têm sempre tempo para suas obrigações e nunca para seus filhos, os filhos aprendem que essas outras coisas (trabalho, reuniões, encontros sociais, esportes etc) são mais importantes do que eles porque nunca podem ser adiados. Não é obrigação dos filhos compreender os pais (ainda mais quando são pequenos). É obrigação dos pais atender às necessidades dos filhos.Por isso é preciso pensar antes de ser tornar pai e mãe.
O senhor critica também a estratégia de entreter as crianças com DVDs em viagens para elas ficarem quietas. Vemos esse comportamento da não-interação se estendendo à mesa de restaurantes, festas. Onde está o erro dessa atitude?
Ser pai e mãe é um trabalho. Não se pode delegar esse trabalho às novas tecnologias. Essas tecnologias muitas vezes nos conectam mas nos tornam incomunicáveis. Isso se vê especialmente nas famílias, onde todos têm celulares e computadores, mas não mantêm diálogos nem proximidade.
Que mensagem o senhor daria para os pais que, sem perceber, estão deixando os filhos de lado acreditando estarem fazendo a coisa certa?
Eu os recordaria que ser pai e mãe foi uma escolha. Em pleno século 21, quem não quer ter filhos não tem, de modo que não há desculpas. Quem tem filhos tem responsabilidades sobre uma vida. Essa vida precisa de respostas. E diria que só há uma maneira de aprender a ser pai e mãe: convivendo com os filhos, estando presentes em suas vidas, errar, pedir desculpas, reparar o erro e seguir adiante, sempre com responsabilidade e presença.
Em seu livro, o senhor deixa claro que educar é um processo contínuo que exige envolvimento e dá trabalho, mas é fato que muita gente opta por soluções fáceis. Que soluções fáceis devem ser postas de lado?
Filhos não vêm com manual de instruções. Cada filho é uma pessoa única. Por isso não há soluções fáceis nem receitas. Nossos filhos nos ensinam a ser pais. Querer que um pediatra, um professor, um psicólogo, a televisão, a internet, uma babá, os avós ou a escola se encarregue dos filhos é buscar uma solução fácil. Pais que procuram esse tipo de solução provam que o problema são eles, e não os filhos. Os filhos nunca são o problema. O grande e maior problema (vício em drogas, alcoolismo, violência juvenil, acidentes de carro, comportamento de risco, doenças novas como obesidade infantil ou déficit de atenção, entre outros) não está nos filhos, nas crianças ou nos adolescentes. Estão nos pais.
É possível impor limites sem ser chato?
Aquele que impõe limites não recebe sorrisos nem aplausos, mas assume responsabilidades e logo colherá frutos.
O senhor afirma que o amor é uma construção. O senhor acredita em amor incondicional?
Como bem dizia Alice Miller, uma extraordinária psicóloga suíça que morreu no ano passado, aos 83 anos, e era uma grande defensora dos filhos, o único amor incondicional que existe é dos filhos para os pais. As crianças precisam muito mais dos pais: para crescer, ser guiadas, ter proteção, ser alimentadas, receber valores e, sobretudo, ser amadas. Os filhos não precisam provar seu amor aos pais, mas se os pais amam seus filhos devem dar a eles provas desse amor, acompanhando seu crescimento, transmitindo-lhes valores, colocando limites, frustrando quando necessário, oferecendo um modelo de vida que faça sentido. Sem isso, o amor será apenas palavras.
O escritor Sergio Sinay, 66 anos, é um especialista em vínculos humanos. Sociólogo e jornalista, formou-se na Escola de Psicologia da Associação Gestáltica de Buenos Aires. Requisitado consultor sobre assuntos familiares e relações pessoais, tem vários livros publicados. O mais novo, Sociedade dos Filhos Órfãos, que acaba de sair em português (Editora BestSeller), é uma dura crítica ao modo de vida da atualidade, em que pais delegam a educação e a atenção aos filhos para babás, escolas e até para as novas tecnologias – como celular, televisão e computadores. Esse comportamento transmite aos filhos a noção errada de que basta ter dinheiro para encontrar quem se encarregue daquilo que nos cabe fazer, afirma Sinay, em seu livro.
Casado e pai de um jovem, Sinay diz que o amor é uma construção contínua que se fortalece diariamente com responsabilidade e comprometimento. “Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado”. A seguir trechos da entrevista concedida ao Mulher7x7.
Mulher7x7- Há uma geração de filhos sem pais presentes nascendo ou ela sempre existiu?
SERGIO SINAY – Sempre houve pais que não assumem responsabilidades e sempre haverá. Mas nunca houve como hoje um fenômeno social tão amplo e profundo a ponto de criar uma geração de filhos órfãos de pais vivos. Pela primeira vez podemos dizer, infelizmente, que os filhos com pais presentes que cumprem suas funções são uma minoria.
Até que ponto a relação dos pais com os filhos reproduz um estilo de vida da atualidade?
Vivemos numa cultura do utilitarismo, em que se busca o material a qualquer preço e por qualquer caminho. As pessoas se medem pelo que possuem e não pelo que são. Os pais correm atrás do material e descuidam de seus filhos que, por sua vez, aprendem a valorizar apenas o bem material. Essa é a fórmula para criar filhos materialistas.
Em vários trechos do livro, o senhor diz estar convencido de que muita gente ficará irritada com o que está escrito. Por quê?
Porque muita gente não gosta de escutar ou ler o que precisa, apenas o que gosta. Os pais de filhos órfãos, em sua maioria, não admitem sua própria conduta e acreditam que ser pai e mãe consiste em comprar coisas para os filhos, matriculá-los em escolas caras, dar celulares e computadores modernos.
O senhor relaciona o fracasso dos pais na educação dos filhos ao medo que eles têm da reprovação infantil. De onde vem esse medo e como fugir dessa armadilha?
O medo vem de uma cultura que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Os pais tratam de comprar o amor dos filhos e temem que o cliente não esteja contente. O carinho dos filhos não se compra. Amor se constrói com presença, atitudes e assumindo a responsabilidade de liderar o caminho dessa vida em direção à autonomia. Para isso, há que se estabelecer limites, marcar as fronteiras, frustrar. Criar e educar é também frustrar, ensinar que nem tudo é possível. Só assim se ensina a escolher. E só quem escolhe pode ser livre. Os pais, no entanto, têm medo de não ser simpáticos, então se esquecem de ser pais, que é o que os filhos precisam.
Ao se referir ao modelo do passado, em que as mães eram o retrato do sacrifício, e os pais, da disciplina ainda que com distância emocional, o senhor diz que todos sabiam seu papel, algo não acontece hoje. Aquele modo de educar era de alguma forma melhor?
Aquele modo de educar tinha muitas limitações e era muito rígido em muitos aspectos. Mas se sabia claramente quem eram os pais e quem eram os filhos. Os pais não tinham medo de atuar como pais, ainda que às vezes cometessem excessos em sua autoridade. Mas é sempre mais fácil corrigir um excesso do que superar uma ausência. Alguém pode mudar um modelo pobre ou insuficiente. Muito mais grave é não ter modelo.
Ao abordar o problema de jovens envolvidos com drogas e violência, o senhor diz que a solução é os pais terem mais controle sobre o que eles fazem e onde vão. Como não resvalar para a superproteção?
A infância e a adolescência são etapas muito breves da vida e necessárias para o amadurecimento biológico, psíquico e cognitivo. Seremos adultos a maior parte da nossa vida. A adolescência termina entre os 18 e os 19 anos. Quando os pais são ausentes ou não cumpriram suas funções, vemos adolescentes imaturos de 30 ou 40 anos. Se os pais pegam no leme do barco, e realizam esse trabalho com amor, ao fim da adolescência, seus filhos serão pessoas com ferramentas para caminhar pela vida. Terão muito por aprender ainda, mas terão boas bases e um bom sistema imunológico contra os principais perigos sociais. Os limites do controle vão mudando com a idade dos filhos e vão se flexibilizando até desaparecer por completo. Para saber quando e como modificá-los, há que estar presente.
Ao propor que os pais busquem interagir com outros pais para a realização de programas em comum e conversas que afinem experiências e atitudes, o senhor está sugerindo que educar é, de alguma forma, uma obra coletiva?
Educar é uma missão intransferível de quem, biologicamente ou por adoção, criou um vínculo de maternidade e paternidade. A responsabilidade é sempre individual. Conversar com outros pais e empreender projetos comuns, ajuda a afirmar a tarefa e permite a troca de experiências úteis.
Nas grandes cidades, em que muitos pais sequer comparecem às reuniões na escola, não é uma utopia propor essa interação entre os pais?
Sem utopias, não se avança. E se cruzarmos os braços, perdemos a batalha. Muitos casais responsáveis e amorosos se sentem sozinhos, não concordam com o que vêem outros pais fazendo e seguem adiante com suas convicções. Por isso, há que falar e propôr interação, dizer a eles “vocês estão num bom caminho”, compartilhem isso. Quando esses pais começarem a falar descobrirão que muita gente pensa assim também, mas estava em silêncio.
É o caso de uma família evitar certos círculos de pessoas e lugares, e até cidades, se achar que a vida do filho está indo pelo caminho errado?
Não se pode ter medo de tomar decisões, dizer não, proibir certas relações perigosas. Os filhos vão protestar, tentarão transgredir. Isso não é um problema, é parte do processo. Os filhos sempre buscarão transgredir para crescer. O problema é quando os pais viram o rosto, olham para o outro lado, não estabelecem limites ou têm medo dos filhos. Ser pai com amor e presença não significa converter-se em uma pessoa simpática, em um animador de televisão. Às vezes, há que se tomar medidas duras.
O senhor diz que muitos pais usam a suposta importância da qualidade do tempo ao lado do filho para justificar a ausência. O que é qualidade de tempo com o filho, na sua opinião?
Não há qualidade sem quantidade. Em qualquer tarefa para alcançar qualidade é preciso tempo, compromisso, dedicação. O famoso “tempo de qualidade” de que falam muitos pais – e que inclusive tem o apoio de pediatras e psicólogos infantis – é uma desculpa para que os pais não se sintam culpados. Os pais são adultos e um adulto sabe que na vida não se pode tudo. Há que optar. Para dedicar tempo aos filhos, é preciso deixar outras coisas de lado. O “tempo de qualidade” são cinco minutos nos quais os pais culpados dão tudo aos filhos para evitar o conflito. Isso faz muito mal aos filhos. Se não há tempo, não há qualidade. E se não há tempo para os filhos, é preciso pensar antes de se tornar pais. Depois é tarde.
Mas muitos pais não escolhem seus horários, o tempo que perdem no trânsito e, por falta de opção, ficam menos com os filhos do que gostariam. O senhor não acha que os filhos aprendem a diferenciar os pais que nunca estão porque não querem dos pais que não estão porque não podem?
A responsabilidade de ser pais nos obriga a fazer escolhas. É verdade que os pais são demandados por muitas atividades. Mas eu pergunto “são todas obrigatórias?”. Muitas vezes, trabalha-se demais para pagar o que não é necessário. Ser pai e mãe é uma oportunidade para aprender a diferenciar os desejos das necessidades. É uma oportunidade para aprender a diferenciar o que a publicidade vende do que realmente precisamos. Tudo que requer nosso tempo é imprescindível? Podemos trabalhar menos enquanto criamos os filhos pequenos? É possível dividir melhor o tempo entre pais e mães? Por que tem que ser sempre a mãe a que duplica suas tarefas? Por que podemos dizer “não” ao tempo que nossos filhos exigem de nós em vez de dizer “não” aos outros? Se os pais têm sempre tempo para suas obrigações e nunca para seus filhos, os filhos aprendem que essas outras coisas (trabalho, reuniões, encontros sociais, esportes etc) são mais importantes do que eles porque nunca podem ser adiados. Não é obrigação dos filhos compreender os pais (ainda mais quando são pequenos). É obrigação dos pais atender às necessidades dos filhos.Por isso é preciso pensar antes de ser tornar pai e mãe.
O senhor critica também a estratégia de entreter as crianças com DVDs em viagens para elas ficarem quietas. Vemos esse comportamento da não-interação se estendendo à mesa de restaurantes, festas. Onde está o erro dessa atitude?
Ser pai e mãe é um trabalho. Não se pode delegar esse trabalho às novas tecnologias. Essas tecnologias muitas vezes nos conectam mas nos tornam incomunicáveis. Isso se vê especialmente nas famílias, onde todos têm celulares e computadores, mas não mantêm diálogos nem proximidade.
O senhor diz que escola não educa, ensina. O que não se deve
esperar da escola?
Educar é transmitir valores por atitudes, vivendo os valores que pregamos.
Educar é ensinar que as pessoas são o fim, e não o meio, algo que se passa por
vínculos. Educar é transmitir a certeza de que cada vida tem um sentido e há que
viver a busca desse sentido. Isso é educar, é o que fazem os pais com presença,
ações e condutas. A escola é a grande socializadora que ensina a viver a
diversidade e a respeitá-la, que treina habilidades para viver e atuar no mundo,
que dá informação vital sobre esse mundo e que é uma ponte para ele. A escola e
os pais são sócios, não podem se separar, nem se enfrentar. Tem que atuar de um
modo cooperativo. Os filhos são alunos da escola, não clientes. A escola não é
um parque de diversões, nem creche, nem shopping. A escola não pode fazer a vez
do pai e da mãe. Os pais não podem pedir à escola que ocupe o lugar que eles
deixam vago. Pais que não respeitam as escolas ensinam seus filhos a não
respeitar as instituições.
Que mensagem o senhor daria para os pais que, sem perceber, estão deixando os filhos de lado acreditando estarem fazendo a coisa certa?
Eu os recordaria que ser pai e mãe foi uma escolha. Em pleno século 21, quem não quer ter filhos não tem, de modo que não há desculpas. Quem tem filhos tem responsabilidades sobre uma vida. Essa vida precisa de respostas. E diria que só há uma maneira de aprender a ser pai e mãe: convivendo com os filhos, estando presentes em suas vidas, errar, pedir desculpas, reparar o erro e seguir adiante, sempre com responsabilidade e presença.
Em seu livro, o senhor deixa claro que educar é um processo contínuo que exige envolvimento e dá trabalho, mas é fato que muita gente opta por soluções fáceis. Que soluções fáceis devem ser postas de lado?
Filhos não vêm com manual de instruções. Cada filho é uma pessoa única. Por isso não há soluções fáceis nem receitas. Nossos filhos nos ensinam a ser pais. Querer que um pediatra, um professor, um psicólogo, a televisão, a internet, uma babá, os avós ou a escola se encarregue dos filhos é buscar uma solução fácil. Pais que procuram esse tipo de solução provam que o problema são eles, e não os filhos. Os filhos nunca são o problema. O grande e maior problema (vício em drogas, alcoolismo, violência juvenil, acidentes de carro, comportamento de risco, doenças novas como obesidade infantil ou déficit de atenção, entre outros) não está nos filhos, nas crianças ou nos adolescentes. Estão nos pais.
É possível impor limites sem ser chato?
Aquele que impõe limites não recebe sorrisos nem aplausos, mas assume responsabilidades e logo colherá frutos.
O senhor afirma que o amor é uma construção. O senhor acredita em amor incondicional?
Como bem dizia Alice Miller, uma extraordinária psicóloga suíça que morreu no ano passado, aos 83 anos, e era uma grande defensora dos filhos, o único amor incondicional que existe é dos filhos para os pais. As crianças precisam muito mais dos pais: para crescer, ser guiadas, ter proteção, ser alimentadas, receber valores e, sobretudo, ser amadas. Os filhos não precisam provar seu amor aos pais, mas se os pais amam seus filhos devem dar a eles provas desse amor, acompanhando seu crescimento, transmitindo-lhes valores, colocando limites, frustrando quando necessário, oferecendo um modelo de vida que faça sentido. Sem isso, o amor será apenas palavras.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Nossa Escola...Escola Iberê....Onde o mundo é bom!
A Pedagogia Waldorf tem seu alicerce
na Antroposofia. Que foi desenvolvida pelo austríaco Rudolf Steiner.
Antroposofia quer dizer:
Antropos = Homem
Sofia = Sabedoria
Ou seja, conhecimento do homem.
Por isso na Pedagogia Waldorf a
criança recebe o que ela precisa em cada período da sua vida.
A nossa Escola é um Jardim de
Infância e receberá alunos de 2 à 6 anos, o que compreende o “primeiro
setênio”, a primeira fase da vida humana, do nascimento até os 7 anos.
Nesse período, a criança ainda está
desenvolvendo seu corpo físico, seus órgãos estão em formação, por isso, toda a
sua energia deve se concentrar nesse processo. A criança não deve ser acessível
à vontade do mundo e, respeitando essa fase, no Jardim Waldorf, a Professora (ou
Jardineira) preocupa-se em oferecer condições para que se realize com
eficiência todo o desenvolvimento dessa etapa.
Quais são essas condições?
Quem convive com crianças pequenas e
passa algum tempo a observá-las percebe que todos os acontecimentos ao seu
redor são “APREENDIDOS”, a criança nessa fase interioriza sons, gestos,
cheiros, comportamentos morais... Ela capta qualquer informação do ambiente,
seja ele natural ou social, passando a trabalhar o que vê e sente através da
imitação.
Por tudo isso, o “brincar”, é algo
natural, não deve ser ensinado, e sim, “PROTEGIDO”. É como um rio, e o seu
Professor, sua margem, que segura e conduz.
Assim, em relação ao espaço físico,
a Escola deve oferecer aos seus alunos um ambiente agradável, bonito, com cores
suaves, materiais naturais, variadas texturas e bem organizado.
O Professor deve ser aquele que
protege, que, com voz suave, canta e encanta, aquele que toca um instrumento
musical, que conta histórias, realiza afazeres estabelecendo ritmos diários,
semanais e anuais, conduzindo e orientando o desenvolvimento de seus alunos.
Diariamente, há sempre rotinas a
serem seguidas; semanalmente atividades como aquarela, preparo do lanche,
tecelagem etc. Anualmente é celebrado a Páscoa, São João, São Miguel Arcanjo e
o Natal, assim como a entrada das estações do ano e as festas regionais.
Tudo isso em um ambiente livre de
competição, valorizando a cooperação, edificando na criança a percepção de como
“O MUNDO É BOM”, para uma educação para a paz.
domingo, 3 de novembro de 2013
Vagas para 2014
Queridos amigos....
Finalmente começaremos a atender as crianças de São Roque!
Em fevereiro de 2014, nossas crianças poderão frequentar uma Escola com a Pedagogia Waldorf.
Venham conhecer nosso espaço e reservar vagas:
NESTE PRIMEIRO ANO ATENDEREMOS APENAS 8 CRIANÇAS!
Finalmente começaremos a atender as crianças de São Roque!
Em fevereiro de 2014, nossas crianças poderão frequentar uma Escola com a Pedagogia Waldorf.
Venham conhecer nosso espaço e reservar vagas:
NESTE PRIMEIRO ANO ATENDEREMOS APENAS 8 CRIANÇAS!
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